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POEMAS - 3 (Quase um poema)

Posted by Pympo on 09:32
   Enquanto meus olhos lacrimejam as tempestades oceânicas, com seus raios e tufões; os seus olhos, estirados em areias fervilhosas degustam as brisas tropicas, e como corpos embargados de suor sob o sol escaldante, como oléos, seus olhos... brilham e brilham.
   Até que ponto deixei-me envolver em teu frescor deturpante e avassalador? Nem mesmo um sonho Shaskperiano submeteria tal sentimento ao pesar de tamanha oposição.
   O que me amedronta, não é o afastamento ou a desolação, mas o eufremismo dessa solidão initerrupta que esse anseio me afronta.
   Somos os frutos desse desejo esquizofrêncio que inventa teorias sobre a junção dos nossos corpos. Corpos estes, apenas uma vez entrelaçados, tendo o negro e nebuloso céu como teto e a gelida brisa desertica como amansadores do fervor que emanam.

Escrito em 25 de dezembro de 2008, para alguém que não foi aquilo que eu esperava.

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