Momento Ilúcido 3
Mais uma vez começo um post sem noção do que escrever, alias, com vontade de escrever tantas coisas juntas que os dedos não conseguem acompanhar o raciocínio.
Nos últimos dias, a vida tem passado como um flash louco e sem noção. Simplesmente me levanto em um dia qualquer, achando que tudo será como antes e, sem que eu espere, muitas coisas acontecem. Minha personalidade, meu caráter, meus atos, meu trabalho… tudo isso questionado por uma má interpretação. Aquilo que mais tenho de bom ao meu favor que é o poder da escrita e da criticidade, chocaram-se contra mim em um ato violento de estupidez insana. Sempre fui o garoto certo, o menino prodígio, o estudante perfeito, o artista desinibido, o filho mais querido, o namorado dos sonhos, o jovem maduro… e em algumas poucas horas, tudo isso foi questionado e jogado no lixo por palavras diretas e dolorosas. Nunca me senti tão culpado, mal interpretado, julgado e posto na berlinda. Criança, imaturo, sem noção, incompetente… foram singelas comparações dentro de um universo de indiretas dirigidas ao meu universo particular. Tudo isso por um contexto generalizado que não avaliou o íntimo de cada ser. Não culpo aos que isso fizeram, e nem poderia, a internet anda cheia de pessoas que não sabem interpretar bem as coisas e além do mais, a culpa foi minha de expressar uma “PORCARIA” de opinião que me custou as “EXPERANÇAS” (com x mesmo) de uma melhor expectativa.
Admito cometer erros, me expressar mal com palavras chulas, reconhecer que a formalidade pode ser melhor em determinados ambiente… admito também que comunicabilidade em excesso é prejudicial, que críticas também o são… mas uma coisa eu não admito: não sou quem ou como as pessoas pensaram que eu sou. Não sou imaturo! Não sou criança! Não sou irresponsável! Aqueles que me conhecem de verdade sabem o quanto sou verdadeiro em minhas opiniões e o quanto mudo de ideia frequentemente. Aqueles que me conhecem sabem o quanto luto por cada segundo da minha vida planejando tudo que posso fazer e pensando em cada detalhe e consequencia que aquilo precisa e pode trazer. Aqueles que me conhecem nunca duvidariam do meu caráter sem antes me questionar “olho no olho” o que eu realmente quis dizer.
“ Esse poema reflete o caráter da pessoa que o postou…”. Desculpem, mas isso perfurou minha mente, meus sentidos, meu corpo, minha alma, minha educação, minha história de tantas vitórias que vim gravando ao longo dos poucos anos de vida…
“Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar,
coragem para mudar as coisas que não posso aceitar,
e sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tiver que matar por estarem me enchendo o saco.
Também, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje,
pois eles podem estar diretamente conectados aos sacos que terei que puxar amamhã.
Ajude-me, sempre, a dar 100% de mim no meu trabalho...
12% na segunda-feira, 23% na terça-feira,
40% na quarta-feira, 20% na quinta-feira e
5% na sexta-feira.
E... Ajude-me sempre a lembrar,
quando estiver realmente tendo um dia ruim e todos parecerem estar enchendo meu saco,
que são necessários 42 músculos para socar alguém e
apenas 4 para estender meu dedo médio e mandá-lo para aquele lugar...
Que assim seja!!!”
Vocês riram? Eu também acho engraçado! Tão engraçado que gosto de compartilhar isso com os meus amigos, com a minha família. Esse poema se chama “Poema dos Estressados” de Luis Fernando Veríssimo (eu nem sabia que tinha esse nome). Vocês pessoas que me conhecem de verdade, que são da minha familia, que já trabalharam comigo, que já estudaram ou estudam ao meu lado, que acompanharam o meu blog, que sabem do que faço e planejo para cada etapa da minha vida… vocês pessoas que conhecem de verdade o meu caráter, acham que isso realmente consegue dizer o que sou?
Não explicarei o motivo desse post, nem mesmo do poema, nem mesmo de qualquer inferência que eu deixar passar. Essa história me deixou mal, me fez chorar, me fez mudar as estratégias da minha vida, me fez perceber que tudo pode acontecer na sua vida de forma rápida e repentina. Não quero que ela se torne uma referência de atos e atitudes, nem que me provoque mais consequências. Já basta, sentir-me atirado a um poço escuro e vedado onde niguem possa ouvir meu clamor.
Qualquer semelhança com a historia de alguem; qualquer singela tentativa de culpar, julgar ou defender alguem, inclusive a mim, deve ser descartada. Como o post já diz, estou apenas em um momento de falta de lucidez onde gosto de escrever aquilo me vem a cabeça, de preferencia aquilo me sufoca.
Meu blog sempre foi mais que uma tentativa de registrar a minha história, ele foi uma forma que encontrei de exteriorizar ao mundo a necessidade de gritar: eu estou qui e sou humano como todos vocês!
Depois desse post trago no peito a sensação de acreditar que sempre fiz na minha vida aquilo que era importante: pensar antes de agir, tratar estratégias, planejar. Nunca vivi sem ter o plano “b” ou “c”. Nunca aceitei uma proposta sem ter em mente todo o risco que eu corria. E quando me deixei levar pela exteriorização impensada, fui tombado pelo choque da realidade posicional. Portanto, agora me ponho no meu lugar e volto a ver o mundo com olhos de receosos de um estrategista. Cada palavra será pensada e analisada dentro das consequencias que poderão ser surtidas. E os planos possíveis começaram, desde o segundo de mergulho na realidade, a serem efetivados e vividos.
Sem querer achei esse figura do comportamento assertivo e fui ler sobre do que se tratava: “Ser assertivo significa agir de forma afirmativa em todas as situações com o objetivo de deixar as coisas resolvidas. Mas apenas uma pequena parcela da população da Terra consegue agir desta maneira. Por quê? Porque o mecanismo natural (instintivo) do ser humano, em uma situação de confronto, é lutar ou fugir.
O assertivo não passa por esse processo. Ele analisa a situação real. O que está acontecendo, quem está envolvido, quais as conseqüências e quais as soluções encontradas. O assertivo não se preocupa com quem cometeu o erro e sim com a melhor solução para o problema. O assertivo não leva nada para o pessoal e tenta resolver tudo de forma afirmativa e objetiva.
É possível aprender a ter um comportamento assertivo com a família, com os amigos, no ambiente social e profissional. Usar a assertividade evita conflitos e confrontos desnecessários, além de ser uma ferramenta essencial para o crescimento material e espiritual.”
Será que vale à pena?
Que assim seja!



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