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Recordações fazem pensar no presente...

Posted by Pympo on 19:39

Hoje peguei algumas coisas que tinha deixado na casa de um amigo antes de viajar para Alemanha. Lá estavam coisas muito importantes para mim no campo sentimental. Havia um colar que ganhei em 2006 de uma pessoa muito especial. Alguém que mora longe e faz mais de anos que não vejo. Havia também algumas fotografias do  meu tempo de infância, da minha formatura, de algumas viagens. Coisas que me fizeram viajar por tempos espetaculares da minha vida. Afinal, sempre tiramos fotos de momentos felizes e importantes das nossas memórias e só guardados coisas por tanto tempo quando o sentimento instalado naquilo é realmente inesquecível.


Mas o que mais me chamou atenção foi uma caixa com alguns papeis dentro. A caixa é até chique, uma embalagem presenteavel de um Hugo Boss que roubei de minha mãe (com o perfume dentro, claro), mas o que realmente tinha valor era o que estava dentro.
Cartas dos mais variados temas. Cartas de felicitações de boas vindas, cartas de despedidas, cartas de separações, cartas de amor, cartas de saudades, cartas de amores platônicos nunca mais vistos.
Acrescei uma carta que recebi na Alemanha no Natal como uma boa recordação, mas me prendi as antigas. Nossa! O quanto eu já vivi.  Quantos amigos e amigas já passaram na minha vida. Quanta gente boa e exemplar que cruzou o meu caminho.
Quantos amores eu já tive. Amores não. Paixões. Nossa! Quantas pessoas eu dediquei o meu tempo e minha vida para atender. Quanta gente se envolveu e se apaixonou por mim. Ate carta de quem já me amou. Fiquei muito feliz em relembrar tantos momentos, tantos prazeres, tantas aventuras.
Mas em meio a tanta felicidade senti uma ponta de tristeza, na verdade de insatisfação. Faz tempo que aquele sentimento de amar alguém não permeia o meu coração. Faz tempo que aquele sentimento de estar apaixonado de verdade não me consome por dentro.
Há alguns anos parei de amar as pessoas pelo simples fato de amar. Parei de enxergá-las como seres que merecem um sentimento profundo de amabilidade. Passei a gostar delas porque elas me faziam felizes e assim continuava até que tudo não fosse mais novo e eu simplesmente enjoasse delas. É feio, é ruim, é devastador a minha revelação, mas infelizmente é a verdade. Simplesmente passei a estar com elas por lucro. Lucro em um conselho. Lucro em prazer na cama. Lucro em vantagens sociais (destaque). Lucro em acomodação.
Elas não faziam mais parte de mim. Eu que fazia parte delas.Eu não precisava dessas pessoas na minha vida. Eu estava na delas. Eu me adaptava por elas, mas não porque as amava, mas porque não queria perder o lucro que me ofereciam. Por favor não falo de lucro financeiro. Nunca gostei de aproveitar dessas coisas. Sempre trabalhei e sempre tive uma mãe que pudesse me auxiliar no que faltava.
Mesmo assim, fiz loucuras por esse sentimento de satisfação pessoal. Abandonei a família, mudei de cidade, enfrentei preconceitos, briguei com amigos, me afastei de outros, fiz pessoas sofrerem, fiz o mundo de outras desabarem. Tudo em nome de um amor maior chamado de próprio.
Amar a si próprio não é ruim quando você se valoriza e não passa por cima dos outros. Ruim é quando você deixa que eles acreditem que passam por cima de você para conseguir manter um pouco daquilo que você acha importante.
Hoje, não sei mais o que sinto sobre os meus sentimentos. Tem dias que eu acordo e falo: pow, eu amo alguém. E tem dias que acordo e falo: sinto falta de amar alguém. Tem dias que acho que tudo o que eu quero já está em minhas mãos e tem dias que desisto de viver em busca de algo por acreditar que nunca encontrarei.
Não me julguem. Sou humano. Posso errar. Posso ter duvidas. Não me julguem, pois não mereço essa atenção. Sou um simples mortal que compartilha convosco algumas idéias. Não me julguem,pois haverão muitos como eu e de nada adiantará seus julgamentos e conselhos.
Um dia você descobre que conheceu uma pessoa legal e decide que vai dar asas a esse sentimento e o que acontece? Você leva um balde de água fria.



Sonhar? Acreditar? Deixar-se levar?
Como?
Prefiro às vezes ser quem eu sou. Encaixar-me nas situações. Mudar de país pelas vantagens comparativas, pelos sonhos pessoais. Mas vale à pena interpretar um papel por algo que você ache importante? Ou é melhor ser como os normais mortais apaixonados qeu não se importam em declarar o seu amor sem pensar nas conseqüências.
Percebe o que acontece? Comecei a escrever com o sentimento de que nada vale a pena nesse mundo platônico, que ser quem eu sou com meus erros pessoais é mais importante. Que não amo.
E termino a confissão sentindo um pouco de sentimento. Sou estranho.
Quero tentar amar! Posso?
Realmente, quem pode me entender?


Não tente! Não vale a pena.

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VOCÊ É DO TAMANHO DE SEUS SONHOS"

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